quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Última Frase À Mim.

O sono bate e rebate a porta. Já não sei mais de ti. Se te expulsam, se te mandam embora, resolves por não me dar notícias. Preciso ficar quieta. Enjoy the silence. E tu não vês, não ouves e não sentes. Sequer procura. "Querido amigo, esquecemos de mim" dissestes um dia. E eu digo: Querida amiga, esquecestes de nós há muito tempo. Esquecestes do que dizias e do que afirmavas ser. Esquecestes que do erro, tantas vezes visto, não tirasse o proveito de não repeti-los. Esquecestes de construir cada vez mais o respeito e a fidelidade. E eu me lembro tão bem! Esquecestes, também, de não dizer meu nome, tão sagrado, em vão. Pois o nome de quem se ama não nos cabe a boca para ser dito assim, ao vento, jogado. Nome largado na boca de outros, pra que estes falem e borrem. Mancharam o nosso amor. O nosso pseudo amor.
Aí vem o sono me trazer palavras. Elas entraram pelo portão e bateram à minha porta. É nessas horas que eu vejo que nem sempre me esquecem. Queridas amigas, vocês lembraram de mim! Sempre tão amargas postas e desenhadas em frases agridoces e mascaradas, onde tudo parecia um mar de rosas, quando na verdade era o inferno fantasiado de paraíso.
Eu, que nem sei teu nome, tua idade, nem teu endereço... eu que não sei nada de ti, caí na pior das armadilhas do amor: o desconhecido.
Acorda, menina, que a preciosa aqui nunca deixou de ser tu e não ela!

2 comentários:

Julia Malaguti disse...

e eu que sentia tanta falta dos teus textos.
e tu és, e sempre foi, a mais preciosa de todas.

Sunflower disse...

Words are like violence.